Jovem indígena de Itanhém desenvolve canudo biodegradável feito com folhas de goiabeira
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Uma iniciativa desenvolvida em Itanhém mostra como a inovação pode caminhar lado a lado com a preservação ambiental. A pesquisadora Eva Pereira de Camargo, conhecida como Maybí Machacalis, de 31 anos, integrante do povo indígena Maxakali, criou um protótipo de canudo biodegradável produzido a partir de folhas de goiabeira e um polímero natural extraído da linhaça.
A ideia surgiu da busca por uma alternativa sustentável para substituir os canudos plásticos descartáveis. Utilizando matérias-primas de origem vegetal, o produto apresentou resultados promissores nos primeiros testes, mantendo resistência por vários minutos em bebidas quentes e geladas.
Após o descarte, o material pode se decompor naturalmente em poucos dias, reduzindo a geração de resíduos plásticos e o risco de formação de microplásticos no meio ambiente.
Segundo a pesquisadora, a proposta também possui potencial para produção em maior escala, desde que passe pelas etapas de testes técnicos, validações sanitárias e estudos de viabilidade. Além de contribuir para a preservação ambiental, o projeto valoriza o uso de recursos naturais renováveis como alternativa aos materiais derivados do petróleo.

